Quando trocar a escova de dente: prazo e sinais
A escova de dente com as cerdas abertas já cumpriu o prazo, mesmo que ainda "pareça servir". A orientação é trocar...
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Dra. Wilsielen Sanches Luz CRO-SP 93.271 Publicado em 19 de outubro de 2026
Você tomou água gelada e sentiu uma pontada justamente no dente que já foi restaurado. A restauração trata o ponto onde estava a lesão, mas o restante do dente continua sujeito à placa bacteriana, e a cárie pode recomeçar ali, inclusive por baixo da restauração. Nem toda dor nesse dente é cárie: uma restauração recente, uma trinca ou um dente vizinho também podem doer. Quando o nervo inflama, costuma ser consequência de outro problema, como cárie ou trinca, e quem separa uma causa da outra é o exame presencial. Na avaliação de dentística, a investigação começa pela causa, antes de qualquer troca.
Pode. Quem já fez restauração às vezes conclui que aquele dente "não dá mais problema". Só que a restauração ocupa uma parte do dente: o esmalte e a dentina que sobraram continuam sujeitos à placa bacteriana.
A junção entre o dente e a restauração é um ponto onde a placa bacteriana se acumula com facilidade. Se a cárie recomeça ali, ela vai minando o apoio por baixo, sem dor no começo. Os estudos que acompanham restaurações ao longo dos anos apontam dois motivos principais de falha: a fratura e a cárie que se forma de novo na margem da restauração.
A pontada com gelado não diz sozinha de onde vem. A mesma sensação pode vir de dentina exposta, de cárie, de trinca, de restauração infiltrada ou de um nervo já inflamado, e essas causas não se distinguem com segurança só pela sensação. Quando o quadro é só sensibilidade, a dor costuma aparecer durante o estímulo, durar segundos e passar quando ele sai da boca. Mesmo assim, esse padrão não descarta cárie.
A cárie costuma começar sem doer, e nem sempre é visível. As lesões entre um dente e outro e as que ficam por baixo de restaurações antigas costumam não aparecer no espelho. Elas são procuradas no exame clínico, com radiografia quando indicada, e nenhum dos métodos encontra todas as lesões. Por isso "olhei e não vi nada" não descarta cárie, como explicamos em cárie dói?.
Se a restauração quebrou ou caiu, o caminho é outro: veja restauração quebrou de novo.
Nada disso fecha diagnóstico à distância: são motivos para antecipar a consulta. E dor que apareceu e sumiu sozinha também merece avaliação, porque não quer dizer que o problema acabou. Inchaço no rosto ou na gengiva, febre, dificuldade para engolir ou para abrir a boca, ou dor que não cede de forma alguma: procure atendimento de urgência odontológica sem aguardar o horário comercial; fora do horário da clínica, procure um pronto-atendimento odontológico ou o pronto-socorro. Com dificuldade para respirar ou para engolir a própria saliva, ou inchaço que desce para o pescoço, vá ao pronto-socorro, na hora.
A avaliação costuma combinar o exame clínico, testes que mostram como o dente responde ao frio, o registro dos contatos da mordida com papel de articulação e a radiografia, quando indicada, que ajuda a ver a margem da restauração e o que restou do dente. O que se faz depois depende do que apareceu: ajuste da mordida, troca da restauração, uma restauração de outro tipo, como um bloco ou uma coroa, ou tratamento de canal nos casos em que a polpa já está comprometida.
A restauração não encerra o cuidado com aquele dente. A higiene entre os dentes e as consultas periódicas ajudam a pegar uma cárie nova no início, quando o tratamento tende a ser mais simples.
Seu dente restaurado voltou a doer? Agende uma avaliação na Odonto Luz, nas unidades Praça da Árvore e Vila das Mercês, em São Paulo. É só chamar no WhatsApp que a nossa equipe encontra o melhor horário para você. Outros temas em Dicas.
Clínica Odontológica Odonto Luz Ltda — CRO-CL 17.276
RT: Dra. Wilsielen Sanches Luz — CRO-SP 93.271
Pode. A restauração trata o ponto onde estava a lesão, mas o restante do dente continua sujeito à placa bacteriana. A junção entre o dente e a restauração acumula placa com facilidade, e a cárie que recomeça ali costuma não doer no começo.
Nem sempre. A mesma pontada pode vir de dentina exposta, cárie, trinca, restauração infiltrada ou nervo inflamado, e essas causas não se distinguem com segurança só pela sensação. Quem separa uma da outra é o exame presencial.
Com o exame clínico e, quando indicada, a radiografia, que ajuda a ver a margem da restauração. Nenhum dos métodos encontra todas as lesões, e essa cárie costuma não aparecer no espelho.
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