Limpar entre os dentes com aparelho fixo: fio ou irrigador?
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Dra. Wilsielen Sanches Luz CRO-SP 93.271 Publicado em 27 de outubro de 2026
O piercing na língua não é só uma questão de estética. A joia fica dentro da boca o dia inteiro, encosta nos dentes e na gengiva e acumula bactérias. Estudos com quem usa encontraram, com mais frequência, dente lascado ou trincado e retração da gengiva. Dente lascado pode ser tratado com restauração, conforme o exame, e o primeiro passo é ele: só ele mostra se algum dente ou a gengiva já foram afetados.
A joia da língua costuma ser uma haste com uma esfera em cada ponta, uma em cima e outra embaixo da língua. Ao falar e ao mastigar, ela bate nos dentes. Quem tem o hábito de morder ou de brincar com a joia aumenta esse contato.
Uma revisão que reuniu 54 estudos associou o piercing na boca a fratura de dente e a retração da gengiva. A certeza dessa evidência foi considerada baixa: os estudos mostram associação, e não medem o risco de cada pessoa.
Visto de lado: a esfera de baixo fica perto da gengiva do lado de dentro dos dentes inferiores da frente. Se algum dente ou a gengiva foram afetados, só o exame mostra.
O contato repetido da joia pode lascar ou trincar o dente. Num estudo com 52 adultos, lascas apareceram nos pré-molares e molares de 47% de quem usava a joia havia 4 anos ou mais. Isso não acontece com todo mundo que usa a joia: nos estudos, foi mais frequente com mais tempo de uso. A lasca pode ser pequena e passar despercebida.
A trinca às vezes dá um aviso: uma dor curta e aguda, que aparece na hora de morder e some logo depois, costuma ser o primeiro sinal. Só o exame clínico presencial mostra qual dente está trincado e o quanto (veja dente trincado e dor ao morder).
A esfera de baixo fica perto da gengiva do lado de dentro dos dentes inferiores da frente. É nessa região que a retração associada ao piercing na língua aparece com mais frequência. Na retração, a gengiva recua e deixa parte da raiz à mostra, o que pode causar sensibilidade.
Num estudo brasileiro, quem usava piercing na língua tinha chance 11 vezes maior de retração nessa região do que quem não usava. No estudo com 52 adultos, as alterações foram mais frequentes com mais anos de uso, e a retração apareceu em metade de quem usava haste longa havia 2 anos ou mais.
Sangramento, dor e inchaço são frequentes nos primeiros dias depois da perfuração. Há também relatos de complicações graves, mais raras. Inchaço na língua que não para de aumentar é motivo de atendimento sem esperar.
Dente lascado, trinca ou gengiva retraída só se confirmam no exame, e o tratamento depende do que ele mostrar.
Procure atendimento sem esperar se houver inchaço no rosto ou na gengiva, inchaço na língua que não para de aumentar, febre, dificuldade para engolir ou para abrir a boca, ou dor que não cede de jeito nenhum. Fora do horário da clínica, procure um pronto-atendimento odontológico ou o pronto-socorro. Com dificuldade para respirar ou para engolir a própria saliva, ou inchaço que desce para o pescoço, vá ao pronto-socorro, na hora.
Usa piercing na língua e quer conferir dentes e gengiva? Agende uma avaliação na Odonto Luz, nas unidades Praça da Árvore e Vila das Mercês, em São Paulo. É só chamar no WhatsApp que a nossa equipe encontra o melhor horário para você. Outros temas em Dicas.
Clínica Odontológica Odonto Luz Ltda — CRO-CL 17.276
RT: Dra. Wilsielen Sanches Luz — CRO-SP 93.271
Pode. A joia bate nos dentes ao falar e ao mastigar, e o hábito de morder a joia aumenta esse contato. Estudos encontraram lascas e trincas com mais frequência em quem usa; num deles, nos pré-molares e molares. Só o exame clínico confirma se um dente foi afetado.
Estudos associam o uso da joia à retração da gengiva do lado de dentro dos dentes inferiores da frente, onde a esfera de baixo costuma encostar. Na retração, a gengiva recua e deixa parte da raiz à mostra.
Os estudos recomendam que quem usa piercing na boca seja examinado pelo dentista com regularidade, para achar cedo lascas, trincas e retração da gengiva. A frequência das consultas é definida no exame.
Sangramento, dor e inchaço são frequentes nos primeiros dias depois da perfuração. Inchaço que não para de aumentar, febre ou dificuldade para engolir pedem atendimento sem esperar; com dificuldade para respirar, vá ao pronto-socorro.
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