Contenção do aparelho soltou: o que fazer até a consulta
O fio da contenção descolou de um dente, ou a placa quebrou? Fio de contenção solto costuma não doer, e por isso é...
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Dra. Wilsielen Sanches Luz CRO-SP 93.271 Publicado em 1 de setembro de 2026
Quebrou um pedaço do dente e ele não está doendo? Vale procurar o dentista mesmo assim, sem deixar passar semanas. A estrutura que se perdeu não volta sozinha, e a ausência de dor diz bem menos sobre a gravidade do que a maioria das pessoas imagina: parte das fraturas dói de imediato, parte só incomoda com o frio e parte não dá sinal nenhum no começo. Quem separa uma situação da outra é o exame clínico presencial.
Dente íntegro e sem enfraquecimento interno não costuma lascar à toa. Em geral existe um fator que vinha preparando o terreno, e não é raro haver mais de um ao mesmo tempo.
A dor depende de qual camada foi atingida, não do tamanho do pedaço que caiu.
É a camada mais externa e não tem terminação nervosa. Uma lasca restrita a ela normalmente não dói. O que costuma incomodar é a borda áspera raspando a língua ou a bochecha.
A dentina fica logo abaixo e se comunica com o interior do dente. É nesse ponto que aparece a sensibilidade ao frio, ao doce e até ao ar. Como ela é bem mais permeável que o esmalte, essa exposição costuma pedir cobertura em prazo curto.
Quando a quebra chega à polpa, o tecido que abriga o nervo, é comum haver dor mais intensa e, em alguns casos, um ponto avermelhado ou sangramento no meio da área fraturada. É a situação em que a demora costuma pesar mais sobre o que ainda pode ser feito.
Existe ainda a fratura que segue para a raiz, abaixo da gengiva, e essa pode mostrar muito pouco por fora. Nenhuma dessas distinções se faz olhando no espelho de casa.
Essas situações se enquadram como urgência odontológica e não deveriam aguardar a próxima consulta de rotina.
A conduta depende de quanto de estrutura restou, de qual camada foi atingida e de como está o tecido interno. As possibilidades que costumam ser avaliadas são estas:
Não é possível saber de antemão em qual desses cenários o seu caso está, e ninguém deveria prometer um resultado antes de examinar.
Quebrou um pedaço e ficou a dúvida? Agende uma avaliação na Odonto Luz, nas unidades Praça da Árvore e Vila das Mercês, em São Paulo. É só chamar no WhatsApp que a nossa equipe encontra o melhor horário para você.
Clínica Odontológica Odonto Luz Ltda — CRO-CL 17.276
RT: Dra. Wilsielen Sanches Luz — CRO-SP 93.271
A ausência de dor não informa qual camada foi atingida, e é essa a informação que decide a conduta. Uma lasca restrita ao esmalte costuma mesmo não doer, mas fratura que já alcançou a dentina também pode ficar em silêncio nos primeiros dias. O que se pode dizer é que a estrutura perdida não se recompõe sozinha e que a borda exposta tende a lascar mais a cada mordida. Vale agendar enquanto não dói, em vez de esperar a dor escolher a data da consulta.
Em parte dos casos sim, o fragmento pode ser reaproveitado e recolado, e por isso vale levá-lo à consulta. Para essa possibilidade continuar em aberto ele não deve ressecar: conserve em água ou em soro fisiológico até ser avaliado. Se o fragmento se perdeu, isso não impede o tratamento, apenas muda as alternativas que o dentista vai considerar.
Não é recomendável. Lixar, colar ou tapar a falha com material caseiro pode remover estrutura que ainda seria aproveitada e atrapalhar a avaliação. Enquanto a consulta não acontece, o cuidado possível é proteger a região: mastigar do outro lado e evitar encostar a língua repetidamente na borda. Se ela estiver machucando a língua ou a bochecha, isso por si só já é motivo para procurar atendimento sem esperar.
Não. O tratamento de canal entra quando há sinal de que o tecido interno do dente foi comprometido, o que não acontece em toda fratura. Boa parte das quebras é restrita às camadas externas e costuma ser tratada com restauração. Qual é o caso só se define no consultório, com exame clínico e radiografia, e ninguém deveria afirmar isso à distância.
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