
Roer unha pode fazer mal aos dentes: para onde vai a força
Como roer unha e morder caneta podem afetar os dentes, a gengiva e a mandíbula, o que muda com aparelho e o que pode ajudar a largar o hábito.
Leia maisDica da Odonto Luz
Dra. Wilsielen Sanches Luz CRO-SP 93.271 Publicado em 3 de novembro de 2026
"Eu tenho 80 anos. Ainda compensa fazer implante?" Essa pergunta aparece bastante no consultório. A idade, sozinha, não impede o implante. O que pesa é o osso, a gengiva, a saúde geral, os remédios em uso e como vai ser o cuidado em casa. Quem olha cada um desses pontos é a avaliação para implante dentário.
Uma revisão de estudos com pessoas de 75 anos ou mais encontrou taxas altas de permanência do implante em 1 e em 5 anos depois de instalada a prótese sobre ele, com o dado de 5 anos vindo de poucos estudos. Outra revisão, mais recente, comparou grupos com mais de 75 anos e grupos de 65 a 75 e não encontrou desvantagem para os mais velhos na permanência do implante.
Esses resultados são médias de pessoas que receberam implante, não uma previsão para você. Elas mostram que a data de nascimento não encerra a conversa, e que a resposta depende do exame.
Com a idade, a lista de remédios costuma crescer, e ela entra no planejamento. Dois grupos pedem atenção:
Não pare nenhum remédio por conta própria. Se for preciso mudar algo, a decisão é do dentista junto com o médico que prescreveu.
Compensar é uma conta pessoal: o que você espera melhorar ao comer, falar e sorrir, por quanto tempo pretende aproveitar isso, e o que o tratamento pede em troca. Nenhum exame dá esse número, mas alguns estudos ajudam a conversa.
Num ensaio clínico com 34 pessoas com média de cerca de 85 anos, que dependiam de ajuda nas atividades do dia a dia, parte recebeu dois implantes para prender a dentadura de baixo, e a outra parte teve a dentadura comum ajustada. Com os implantes, a dentadura ficou mais firme, e a satisfação, a qualidade de vida e a força de mordida foram maiores. A eficiência para mastigar não mudou entre os grupos, e a melhora na nutrição não se confirmou. Uma revisão de 2026, com 18 estudos, relata melhora na mastigação e na satisfação no conjunto, com resultados de nutrição inconsistentes. Ou seja, o ganho não aparece igual em todo estudo, e nenhum deles é promessa para o seu caso.
Do outro lado da conta estão a cirurgia, que costuma ser feita com anestesia local, os riscos dela, que variam com a saúde de cada um e incluem complicações e a perda do implante, e o tempo: entre a cirurgia e a prótese definitiva pode haver meses, conforme o plano. Por isso, ajustar ou refazer a prótese também é uma opção a comparar na consulta.
Esquema simplificado do tipo de prótese usado no estudo: a dentadura de baixo encaixa em dois implantes. Há outros sistemas de fixação, como a barra. Se essa opção cabe no seu caso, e qual outra pode ser comparada, a avaliação presencial define.
O implante não tem cárie, mas a gengiva e o osso em volta dele reagem à placa. A gengiva pode desenvolver uma inflamação chamada mucosite peri-implantar e, quando o processo envolve perda progressiva do osso de suporte, pode ocorrer peri-implantite, que muitas vezes não dói. Por isso a escovação, a limpeza ao redor do implante e as consultas continuam. O intervalo costuma ficar em torno de seis meses, e é o dentista quem define.
Essa parte merece conversa quando a idade avança. Numa revisão, placa e sangramento na gengiva foram mais frequentes nos pacientes acima de 75 anos, embora a perda de osso em volta do implante não tenha sido significativamente diferente da observada nos de 65 a 75. Num grupo pequeno, de 19 pessoas com média de 86 anos que já dependiam de ajuda no dia a dia, a placa e as medidas da gengiva ficaram estáveis por 2 anos e depois pioraram, e os autores recomendam acompanhar de perto, porque a capacidade de limpar e de lidar com a prótese pode diminuir. Se outra pessoa ajuda você em casa, vale trazê-la para combinar como essa limpeza será feita.
Se você também quer entender a cirurgia, veja o que esperar na cirurgia e depois dela. Dentadura machucando não precisa esperar a decisão sobre o implante, e ferida na boca ou nos lábios que não cicatriza em mais de 15 dias precisa ser examinada: marque uma consulta.
Agende uma avaliação na Odonto Luz, nas unidades Praça da Árvore e Vila das Mercês, em São Paulo. É só chamar no WhatsApp que a nossa equipe ajuda a encontrar um horário.
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A idade, sozinha, não impede. O que conta é o osso, a gengiva, a saúde geral e os remédios em uso, e quem define se o implante é indicado no seu caso é a avaliação presencial, com exames.
Essa conta é sua, junto com o dentista. Ela compara o que você espera melhorar ao comer, falar e sorrir com a cirurgia, os riscos dela, o tempo do tratamento e os cuidados depois. Ajustar ou refazer a prótese também pode entrar na comparação.
Depende do remédio, da dose, do motivo e do tempo de uso. Por isso a lista do que você toma entra na avaliação, inclusive injeções aplicadas poucas vezes por ano e o que você já parou de usar, e o dentista pode conversar com o médico que prescreveu. Não pare nenhum remédio por conta própria.
Não pare por conta própria. A conduta é definida para cada caso, pelo dentista junto com o médico que prescreveu, conforme o remédio e a complexidade da cirurgia.
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