
Cuidados com a boca antes e durante a quimioterapia
Como preparar a saúde bucal antes do tratamento, manter os cuidados durante e reconhecer sinais para avisar a equipe.
Leia maisDica da Odonto Luz
Dra. Wilsielen Sanches Luz CRO-SP 93.271 Publicado em 2 de novembro de 2026
Você está lendo uma mensagem ou concentrado numa tarefa difícil, e quando percebe o dedo já está na boca. Roer unha costuma ser automático, e por isso pode se repetir muitas vezes ao dia sem você notar. Esse hábito pode afetar os dentes, a gengiva e a mandíbula. Morder caneta, lápis, tampa ou outro objeto entra na mesma conta. Se você também range ou aperta os dentes, vale contar o hábito numa avaliação para bruxismo.
A unha é pequena, mas pare para pensar em quantas vezes por dia você faz isso. A força de qualquer mordida chega à raiz dos dentes, e uma revisão sobre o hábito liga o roer unha a alguns problemas na boca. Boa parte dessa evidência vem de estudos pequenos e de associação, e nem todo mundo que rói unha terá esses problemas. O que a literatura descreve:
Roer unha e morder caneta também estão entre os hábitos que podem contribuir quando uma restauração quebra de novo, e um objeto duro pode quebrar um pedaço do dente.
A cada mordida, trabalham os dentes da frente, os músculos da mastigação e a articulação que liga a mandíbula ao crânio. Assim como o joelho, ela é uma articulação, e o movimento repetido em excesso pode sobrecarregar a região.
Num estudo brasileiro com 1.094 adolescentes de 12 a 14 anos, um conjunto de hábitos relatados por eles, como morder unha, caneta ou lápis, apoiar a cabeça na mão e mascar chiclete, esteve associado à dor na articulação e nos músculos da mandíbula. O efeito da unha não foi medido sozinho. A chance subia quando se somavam esses hábitos e o bruxismo, de dia ou durante o sono. O estudo mostra associação, não prova que os hábitos causaram a dor. Por isso, quem tem dor na mandíbula, range ou aperta os dentes deve contar o hábito na consulta.
A placa miorrelaxante protege os dentes e pode ajudar nos sintomas do bruxismo, conforme indicação, mas não elimina o bruxismo nem é tratamento para roer unha.
Visto de lado: a cada mordida trabalham os dentes da frente, os músculos da mastigação e a articulação. Como estão os seus dentes e a sua gengiva, só o exame presencial avalia.
Quem usa aparelho ortodôntico tem um motivo a mais para evitar. A mordida na unha soma esforço repetido sobre as mesmas peças. Se uma delas soltar, veja o que fazer quando o braquete do aparelho solta.
Um estudo antigo e pequeno, com 42 pacientes em aparelho fixo, encontrou mais reabsorção na ponta da raiz nos que roíam muito a unha, tanto antes quanto depois do tratamento. Reabsorção é uma perda de parte da raiz. O estudo não prova que o hábito foi a causa, mas é um bom motivo para contar ao seu ortodontista.
Num estudo com 339 jovens adultos, 92% dos que roíam a unha descreveram o gesto como automático. Muitos relatam tensão antes de roer (65,7% naquele estudo). Esse estudo não encontrou ligação com transtornos de ansiedade diagnosticados, mas o tema é discutido na literatura. Tédio e tarefas difíceis são outros gatilhos descritos, e costuma haver mais de um fator. Em criança, castigo, ameaça e deboche não ajudam e podem aumentar o hábito.
Se o hábito é intenso, machuca os dedos ou vem junto com outros comportamentos repetitivos, vale falar com um médico ou psicólogo. A terapia de reversão de hábito tem evidência em comportamentos desse tipo e pode ajudar.
Criança que rói a unha com frequência vale levar a uma avaliação, mesmo sem dor. Em qualquer idade, marque uma avaliação se notar um dente lascado, dor ao morder, gengiva machucada, ou dor na mandíbula que se repete. A consulta em geral observa os dentes e a gengiva, avalia como os dentes se encontram na mordida, examina os músculos da face e os movimentos de abertura. É o exame presencial que avalia o que você sente e os possíveis fatores, o hábito entre eles. Uma consulta de clínica geral é um bom ponto de partida.
Procure atendimento de urgência sem esperar se a boca travar aberta e não fechar, se a abertura ficar subitamente muito limitada, ou se houver inchaço no rosto ou na gengiva, febre, dificuldade para engolir ou dor que não cede de jeito nenhum. Fora do horário da clínica, procure um pronto-atendimento odontológico ou o pronto-socorro. Com dificuldade para respirar ou para engolir a própria saliva, ou inchaço que desce para o pescoço, vá ao pronto-socorro, na hora.
Agende uma avaliação na Odonto Luz, nas unidades Praça da Árvore e Vila das Mercês, em São Paulo. É só chamar no WhatsApp que a nossa equipe ajuda a encontrar um horário.
Clínica Odontológica Odonto Luz Ltda · CRO-CL 17.276
Pode fazer. O hábito é ligado a lesões na gengiva, a restauração que quebra e a problemas de mordida, mas isso não acontece com todo mundo que tem o hábito. Como estão os seus dentes e a sua gengiva, só o exame presencial avalia.
Entra na mesma conta. Morder caneta, lápis ou tampa também é um esforço repetido fora da mastigação, e um objeto duro pode lascar um dente ou uma restauração.
Num estudo com 1.094 adolescentes, um conjunto de hábitos relatados, que incluía morder unha e caneta, esteve associado à dor na articulação e nos músculos da mandíbula, com chance maior quando se somava ao bruxismo. O efeito da unha não foi medido sozinho, e associação não prova causa. Se a mandíbula dói, vale contar o hábito na consulta.
O ideal é evitar: a mordida na unha soma esforço repetido sobre as mesmas peças do aparelho. Se você tem o hábito, conte ao seu ortodontista, porque essa informação entra no acompanhamento.
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